Lembra quando se falava em ser feliz no futuro? Descobri que isso é ilusório. A gente falava tanto em “quando eu crescer, quero ser feliz”. Que ingenuidade nossa, mal sabíamos que estávamos sendo naquele instante. Quando a gente mal percebe, já nos vemos longe de quem mais amamos.
A gente se questiona, às vezes se pega chorando olhando fotos velhas, lembrando das aulas chatas em que esgotávamos a paciência dos professores com o trelelê de conversas paralelas. Quando olhamos aquele caderno, todo rabiscado, e nos deparamos com frase do tipo "amigas para sempre", percebemos que tudo não passou de sonhos falhos. O mundo desaba. Por que não resistimos ao tempo? Por que não lutamos um pouco mais?
Eu não sei, ao certo, as respostas. Mas, o mundo leva a gente embora, faz outros planos,outros amigos. Não é que se esqueça dos antigos, porém, embora queiramos que as coisas fiquem paradas, que não se percam, é inevitável. O mar manda no barco.
Daí, nos damos conta de que fomos felizes. Era uma felicidade grande com "pouca" coisa. A gente sabe o quanto tudo isso nos faz falta e machuca. Machuca por sabermos que não volta mais, que se perdeu no tempo. Oh tempos que não voltam...
Aqueles recreios em que a única preocupação era apoiar os braços na amiga e sair pelos corredores, a olhar os meninos das outras séries. Em que a fila da merenda era a coisa mais divertida do mundo. O tempo que brincar era ser livre. Que tempos, que lembranças maravilhosas. Que sorriso bobo na sua (minha) face, agora.
Já me perguntei se deveria ter aproveitado mais. No entanto, é claro pra mim que tudo foi 'perfeito' do jeito que foi. É isso! Não desejo acréscimos nem decréscimos. Decepções, sorrisos, quedas, momento algum. Quero que tudo isso fique intacto por toda a eternidade. É assim que eu quero contar isso pros meus netos...
"Porque você sempre fala do passado?" Porque é lá que eu ainda vivo.
J.S

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